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Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres

Memorial Irmã Dulce

 

Indico a visita ao Memorial Irmã Dulce e Santuário Santa Dulce para todas as pessoas, independente da religião que segue. Mais que uma freira católica, o Anjo Bom da Bahia nos deixou um legado de amor e auxílio ao próximo.

“Tudo seria melhor se houvesse mais amor” – Santa Dulce dos Pobres

Ao nos aproximarmos do Largo de Roma, na Cidade Baixa, podemos ver o amor que a freira nos deixou. Pois é nesta parte de Salvador que localizamos as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), complexo que fornece assistência à população de baixa renda.

Ao todo, o Complexo Roma, como é conhecido, abrange 21 núcleos nas áreas de:

  • Saúde;
  • Assistência Social;
  • Pesquisa Científica;
  • Ensino em Saúde;
  • Educação;
  • Preservação e difusão da história de sua fundadora.

Além disso, tem destaque nacional por prestar um serviço único em todo país, de forma integral, multidisciplinar e humanizado. Inclusive, abriga um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do Brasil.

Porém, para chegar a este ponto da história, é preciso fazer uma breve viagem no tempo.

 

Irmã Dulce: Como tudo começou

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres

Sobretudo, a surpreendente História de Irmã Dulce: Como tudo começou

 

Veja bem, embora tenha hoje 40 mil m² de área construída, o Complexo Roma começou de forma muito humilde na década de 1950. De fato, o trabalho social de Irmã Dulce iniciou ainda na década de 40, no galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio.

Pois é: nada a ver com o Santuário Santa Dulce, o Memorial Irmã Dulce ou o Hospital Santo Antônio de hoje!

Aliás, ninguém poderia imaginar o alcance da obra da menina Maria Rita, nascida em 1914 em Salvador. E que, ainda na adolescência, passou a acolher doentes e moradores de rua em sua própria casa. Logo a residência da família ficou conhecida como “A Portaria de São Francisco” por conta disso.

Já por essa época, manifestou o desejo de seguir a vida religiosa. E assim ela fez em 1933, tendo adotado o nome Irmã Dulce em homenagem à mãe, que morreu quando tinha 7 anos.

“A minha política é a do amor ao próximo” – Santa Dulce dos Pobres

Sua dedicação aos pobres e doentes desassistidos, que começou na região do bairro de Itapagipe, conquistou novos territórios. Não apenas brasileiros de outros estados, mas até mesmo estrangeiros voltaram sua atenção para o trabalho da freira.

Portanto, foi dessa forma que ela chegou a ser indicada pelo então presidente da República José Sarney ao Prêmio Nobel da Paz. Embora a rainha Sílvia da Suécia tenha apoiado a candidatura, a Santa dos Pobres não ganhou o prêmio no final.

 

O encontro com o Papa João Paulo II

Por outro lado, ela teve a oportunidade de encontrar o Papa João Paulo II nas duas vezes em que o Pontífice esteve no Brasil – em 1980 e em 1991. Em especial, na segunda vez em que se viram, ele a visitou antes de sua morte, quando sua saúde já estava bem deteriorada.

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres - O encontro com Paulo II

Sobretudo, um encontro de amor: Irmão Dulce e Paulo II

 

Cinco meses depois da visita, Irmã Dulce morreu aos 77 anos, em março de 1992. Em resumo, Dulce contou apenas com 70% da sua capacidade respiratória nos últimos 30 anos de vida. Mas isso não a impediu de realizar grandes feitos que ainda hoje impactam a vida de muita gente.

Santuário Santa Dulce, o destino final

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres - Relíquias (onde está guardados os restos mortais de Irmã Dulce)

Sem dúvida, o Santuário Santa Dulce do Pobres, bem como a Capela das Relíquias, é visita obrigatória

 

É no Santuário Santa Dulce que suas relíquias encontram-se depositadas. Logo, informo que “relíquias” é o termo utilizado para designar o corpo (ou parte dele) dos beatos ou santos. Mas esse é o final da história.

Antes de chegarmos ao ponto do Santuário, preciso dizer que a causa de Irmã Dulce percorreu um longo caminho. Afinal de contas, o Vaticano conduz um longo processo até proclamar um novo santo.

“No amor e na fé encontraremos as forças necessárias para a nossa missão.” – Santa Dulce dos Pobres

 

Para facilitar, vou pontuar os fatos mais marcantes da Canonização de Irmã Dulce:

  • Em janeiro de 2000, a Causa de Canonização de Irmã Dulce tem início;
  • No mesmo ano, seus restos mortais são transferidos da Igreja da Conceição da Praia para a Capela do Convento Santo Antônio, sede da OSID;
  • Em junho de 2003, a Santa Sé validou juridicamente o virtual milagre do processo;
  • O Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heroicas de Irmã Dulce em abril de 2009. Assim, ela recebeu o título de Venerável por ter reconhecidamente vivido em grau heroico as virtudes cristãs da Fé, Esperança e Caridade;
  • Suas relíquias foram transferidas para sua capela definitiva (a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, ao lado da sede da OSID) em junho de 2010;
  • A Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de seu primeiro milagre (a cura de uma forte hemorragia de uma parturiente em Sergipe) em outubro de 2010;
  • Desse modo, em dezembro de 2010, Dulce ganhou o título de Beata, tornando-se Bem-Aventurada;
  • Por fim, em maio de 2019, a última etapa do processo de Canonização da beata baiana foi finalizada com o reconhecimento de mais um milagre: um homem que voltou a enxergar em Recife depois de anos sem poder ver por causa do glaucoma.

E foi dessa forma que Irmã Dulce ficou mundialmente conhecida como Santa Dulce dos Pobres – a primeira Santa baiana.

 

O Santuário Santa Dulce dos Pobres

 

Santuário Santa Dulce dos Pobres

Sobretudo, um lugar de fé – Santuário Santa Dulce dos Pobres

 

O Santuário Santa Dulce dos Pobres funciona desde 2003 e tem o objetivo de acolher e dar suporte espiritual a quem precisa. A construção da igreja contou com a contribuição de doações através da Campanha do Tijolo.

Localizada no Largo de Roma, ao lado da OSID, o prédio foi erguido exatamente onde a freira iniciou seu trabalho na década de 1940. Além disso, tem capacidade para mais de 1.000 pessoas sentadas.

 

 

 

É também no Santuário que encontra-se a Capela das Relíquias, com os restos mortais de Santa Dulce dos Pobres. Que, aliás, já passou por uma reforma. E, em 2019, ganhou um túmulo de vidro com uma efígie em tamanho real da santa.

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres - Relíquias (onde está guardados os restos mortais de Irmã Dulce)

Principalmente, é no Santuário que fica o Túmulo de Irmã Dulce

 

Sem dúvida, um local de fé e devoção.

 

Do Largo de Roma para o mundo

 

 

Então, acho que você já percebeu como a história de Santa Dulce dos Pobres é forte, não é mesmo? Sem contar que seu exemplo de amor e caridade segue ajudando muitas pessoas ainda hoje.

Por isso, eu recomendo que você aproveite para ir conhecer o Memorial Irmã Dulce (MID), também na Av. Dendezeiros do Bonfim – onde está o Complexo Roma.

 

Memorial Irmã Dulce

 

 

O local foi inaugurado em 1993, um ano após sua morte, e conta com uma exposição permanente sobre sua trajetória. As mais de 800 peças ajudam a preservar e manter vivos os ideais da santa.

Objetos pessoais, fotografias e o hábito usado por ela são alguns dos itens encontrados no MID. Inclusive, seu quarto foi mantido intacto e as pessoas podem visitá-lo.

 

A minha experiência ao visitar o Memorial Irmã Dulce

A visita ao Memorial é emocionante. Assim, conhecer toda a história da nossa Santa, desde o início, com vários registros fotográficos e acompanhados por um guia que explica cada detalhe, nos deixa sem fôlego.

 

 

Ainda mais, ouvir e entender como foi a vida da Santa Dulce dos pobres, sempre dedicada aos necessitados, apenas por amor e desprendimento. E, também, como ela construiu um Complexo (OSID) apenas com doações, sabendo que eram conseguidas batendo de porta em porta, é realmente um milagre de Deus.

Além disso, dentro do Memorial, há ainda a Capela dedicada a Irmã Dulce, hoje nossa Santa Dulce dos Pobres.

 

O Memorial Irmã Dulce mostra sua história e um rico acervo de relíquias e objetos pessoais

Principalmente, me emociono todas as vezes em que visito a Capela do Memorial Irmã Dulce

 

Enfim, me emocionei vendo seus objetos pessoais, os relatos, as fotos, vídeos e ainda a cadeira e a cama onde ela passou os seus últimos anos de vida.

 

 

Ademais, Irmã Dulce era devota de Santo Antônio desde criança; provavelmente, sua vocação surgiu daí. Igualmente, por conta disso, o nome do Hospital Santo Antônio.

 

O Memorial Irmã Dulce mostra sua história e um rico acervo de relíquias e objetos pessoais

Principalmente, A Irmã Dulce era devota de Santo Antônio

 

O Memorial Irmã Dulce mostra sua história e um rico acervo de relíquias e objetos pessoais

Principalmente, A Irmã Dulce era devota de Santo Antônio

 

Outros pontos do Complexo

Antes de mais nada, quero lembrar que a visita pode se estender por todo o complexo turístico-religioso dedicado à freira baiana. Não apenas o memorial e o santuário, mas também a loja e o café podem ser visitados.

No primeiro você encontra diversos itens, de camisas a bolsas, passando ainda por objetos religiosos como terços e escapulários. Já no segundo, gastronomia e cultura se unem para proporcionar uma experiência agradável em que você ainda ajuda a manter o núcleo de educação da instituição de Irmã Dulce.

Vale lembrar, que toda renda obtida é revertida para as Obras Sociais Irmã Dulce. Então, claro que vale a pena a gente contribuir, né?

 

Mas, o que é a OSID – Obras Sociais Irmão Dulce?

 

Irmã Dulce: Memorial e Santuário Santa Dulce dos Pobres

Enfim, a maquete do Complexo Obras Sociais Irmã Dulce

 

A OSID, foi fundada em 26 de maio de 1959, por Irmã Dulce. Assim, tudo começou quando a Irmã, sem ter para onde ir com 70 doentes, abrigou os enfermos em um galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio. A saber, o episódio fez surgir a tradição de que o maior hospital da Bahia nasceu a partir de um galinheiro. Após um longo percurso, o Hospital Santo Antônio foi inaugurando em 1983.

Mas, e hoje? O que a OSID representa para a Bahia?

Enfim, entenda a importância da OSID vendo os números, obtidos no site da instituição. E lembre-se que todo atendimento é feito pelo SUS, gratuitamente:

  • Principalmente, 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais realizados e 2 mil pessoas atendidas diariamente na sede das Obras, em Salvador;
  • Além disso, 954 leitos hospitalares para o atendimento de patologias clínicas e cirúrgicas, além de 18 mil internamentos e 12 mil cirurgias realizadas anualmente;
  • Ademais, são mais de 11,5 mil  atendimentos por mês para tratamento de câncer, bem como 150 bebês com microcefalia acompanhados hoje na OSID;
  • Igualmente, na área social, 787 crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade social, são atendidos no Centro Educacional Santo Antônio;
  • A fim de prestar atendimento, são mais de 4,3 mil profissionais que atuam na organização, sendo mais de 2,8 mil no complexo das Obras.

E aí, você entendeu agora como a nossa Irmã Dulce recebeu o apelido carinhoso de o Anjo Bom da Bahia?

Logo, se antes Irmã Dulce era conhecida como o Anjo Bom da Bahia, agora o mundo a conhece como o Anjo Bom do Brasil. Sobretudo, a nossa primeira Santa: Santa Dulce dos Pobres.

 

Enfim, o Caminho da Fé soteropolitano

 

Caminho da Fé - Do Santuário Santa Dulce dos Pobres ao Santuário do Senhor do Bonfim

Enfim, o caminho da fé: do Santuário Santa Dulce dos Pobres ao Santuário do Senhor do Bonfim

 

E quando falei sobre a Igreja do Senhor do Bonfim, mencionei o projeto da Prefeitura de Salvador para incentivar o turismo religioso. Em resumo, o governo local trabalhou nos últimos anos para aproveitar a popularidade do santo, assim como a atenção recebida por Irmã Dulce na sua canonização. Portanto, o caminho da fé une o Santuário Santa Dulce dos Pobres ao Santuário do Bomfim.

Assim, a prefeitura reformou não apenas o interior da igreja na Colina Sagrada, como também a parte externa. Além disso, a Avenida Dendezeiros, que liga os dois santuários, ganhou novos ares. A instalação de bancos e totens, bem como a renovação de calçadas, deixaram o local mais atrativo.

Por último, informo que há livros e um filme sobre a vida de Irmã Dulce. Aproveita para assistir e conhecer essa linda Obra.

E leia também o artigo abaixo que fala da Igreja do Bonfim e do Caminho da Fé.

 

Igreja do Bonfim, local de fé em Salvador

 

Igreja do Bonfim, local de fé em Salvador

 

Igualmente, saiba mais sobre outros destinos religiosos

 

Santuário de Aparecida em Aparecida do Norte – O que conhecer

 

Igreja São José, ponto turístico imperdível em BH

 

E aproveite para conhecer nossa página sobre a Bahia

 

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Comentários:

  • Avatar

    Deyse

    22 de fevereiro de 2021

    Oi Norma. Que post lindo e cometo, caprichado, como sempre. Apesar de não ser religiosa, eu amo fazer turismo religioso, porque amo conhecer as culturas. Ainda não conheço o Memorial e Santuário Santa Dulce e fiquei muito satisfeita de conhecer um pouco através de seu olhar. Aguçou ainda mais o meu interesse. Obrigada.

    Resposta...
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    Nathalia Geromel

    23 de fevereiro de 2021

    Norma que linda a sua postagem! Nunca tinha ouvido falar do Memorial irmã Dulce e Santuário Santa dulce. Acho ótimo esses memoriais que preservam objetos pessoais, fotografias e principalmente o cômodo que foi mantido intacto. Achei bem interessante a sua postagem!.

    Resposta...
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    HEBE

    23 de fevereiro de 2021

    Norma, estive no Memorial da Irmã Dulce no final do ano passado e fiquei super emocionada com o trabalho e com a história de vida dela. Esse é um local onde todos que visitam Salvador deve ir.,

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    25 de fevereiro de 2021

    Muito bacana esse memorial da irma Dulce. Gostei de saber um pouco mais dessa história. Quando visitar o Bonfim vou lembrar com certeza.

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    Sylvia Leite

    26 de fevereiro de 2021

    Nunca fui ao Santuário Santa Dulce, mas conheço razoavelmente aquela região porque adoro a Ribeira. O Santuário está na minha lista. Foi ótimo ler sua postagem..

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    Van

    26 de fevereiro de 2021

    Eu admiro demais a irmã Dulce, imagino quão emocionante foi essa visita ao memorial da irmã Dulce. Me emocionei ao veras fotos.

    Resposta...

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